Cesário Ginjo
Entrevistas

Cesário Ginjo

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Nasceu em Paris em 1969 e chegou com os pais ao Canadá no início da década de 70. É filho de emigrantes transmontanos, Eduardo e Maria e irmão (3 anos mais velho) de Oscar.

Césario é pai de dois jovens rapazes, Michael e Adam, com 20 e 13 anos respetivamente, do primeiro casamento e está noivo de Tina Hatton.

Cesário Ginjo iniciou o seu caminho para o empreendedorismo em 1990 quando abriu a CMC Foods.
Em 2000 por “acidente” encontra na Indústria Floral uma oportunidade de negócio que soube gerir, tornando a Bouquet Canada na maior companhia floral do Canadá em apenas 16 anos.

Em 2017 lança mais duas empresas: Dolce Chocolate e InDigital das quais é cofundador.

Já em plena pandemia, mais precisamente no dia 1 de julho de 2020 inaugura Sweetie Pie, a primeira pastelaria especializada em tartes com receitas e fabrico próprio, na grande área de Toronto. De momento conta já com 6 pastelarias e até agosto, do ano corrente, estão planeadas mais 4 pastelarias.

Convidamos os leitores a conhecer o empresário Cesário Ginjo, que se tem destacado no mundo do empreendedorismo do Canadá.

Revista Amar: Para quem ainda não conhece o Cesário, conte-nos um pouco de si.
Cesário Ginjo: Nasci em Paris, França e filho de emigrantes transmontanos. O meu pai chama-se Eduardo e a minha mãe Maria. Penso que os meus pais vieram para o Canadá em 1971, mas como era muito pequenino… não tenho bem a certeza (riso). Quando chegámos fomos viver para aquela que é ainda considerada a área portuguesa, Ossington Ave. e Dundas St. e iam às compras na Augusta Ave.. Tenho um irmão 3 anos mais novo, Oscar, e é professor de Liceu em Woodbridge.

RA: Porque é que os seus pais foram primeiro para França?
CG: O meu pai emigrou para França à procura de trabalho ainda no tempo do Salazar e foi trabalhar para o metro. A minha mãe foi depois. Por questões de saúde, a minha mãe não se deu bem lá e como tinha aqui uma tia pensaram vir para cá. Eles chegaram no tempo do primeiro-ministro Pierre Trudeau, que à época tinha facilitado a emigração.

RA: E iam muitas vezes a Portugal e fez ligação ao país onde nasceram os seus pais?
CG: Nós íamos a Portugal frequentemente. Para além da família não havia mais nada… brincava com os meus primos e amigos, mas era no interior sem nada. Passávamos lá 2 meses e meio, mas na hora de ir embora não custava nada.

RA: Então cresceu com tradições transmontanas?
CG: Sim… pelo menos no geral. Mas, para dizer a verdade, as tradições portuguesas eram só em casa. Eu “resistia” um pouco às tradições porque eu queria ser canadiano.

RA: Mas havia alguma razão para isso?
CG: Acho que não queria ser diferente dos meus amigos. Fui para a escola portuguesa, onde hoje é a Camões Rádio, e as aulas eram ou ao fim da escola ou aos sábados no First Portuguese, mas como não falava português e, na maioria do tempo e sem os meus pais saberem, eu faltava às aulas para ir jogar à bola (riso). Foi só quando entrei no ramo das flores e depois de comprar a Palace Flowers é que comecei a conhecer e a dar valor à comunidade portuguesa. Como a Palace Flores era a maior florista portuguesa da comunidade – fazia os arranjos para as festas dos clubes e festas religiosas -, consequentemente comecei a lidar com a comunidade. Na época conheci o Joe Eustáquio, que era o presidente da ACAPO e passámos a fazer os eventos deles… os arranjos, doações, etc.. Desde 2006 até hoje, somos nós que fazemos as coroas e ramos do Dia de Portugal. Na altura o meu português era pior do que agora…

RA: … mas até fala muito bem português, dada as circunstâncias!
CG: Obrigado, mas na altura não era assim e foi com a minha envolvência na comunidade e convivência do dia a dia que o meu português melhorou e também comecei a dar valor à nossa cultura… e conclui que conhecer duas culturas é enriquecedor. Sou um interessado nato por História e quando fui a Portugal, em outubro de 2019, a nossa viagem foi visitar monumentos históricos, os castelos templários. Íamos visitar um e quando chegava ao hotel ia fazer pesquisa para aprender mais sobre o castelo que tínhamos visitado.

RA: Então hoje já tem orgulho de ser português…
CG: … Sim!!! Contudo, isso só aconteceu quando já era um homem com maturidade e percebi que queria ajudar a juventude da nossa comunidade. Tudo o que aprendi como empreendedor aprendi a “bater com a cabeça”, agora quero partilhar o que aprendi como empreendedor com os jovens, através de programas, etc., mas sem que eles tenham que passar por isso.

RA: Tem filhos?
CG: Sim, dois rapazes. O Michael e o Adam, com 20 e 13 anos respetivamente… mas o Adam age como se tivesse 20 também (risos).

 

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RA: E eles têm mais interesse pela cultura e a comunidade portuguesa, do que tinha o pai com a mesma idade?
CG: Eles têm interesse perante alguém português. Eles não procuram aprender porque, infelizmente, não falam português… foi um erro nosso não termos puxado por isso! Por exemplo, eu falo inglês com os meus pais e eles respondem em português, porém penso que quando os meus filhos forem mais velhos e se tiverem interesse em aprender, eles vão “procurar” e aprender.

RA: É em 1990 que inicia a sua vida como empresário e abriu a sua primeira empresa, CMC Foods. A que se dedicava essa empresa?
CG: A empresa dedicava-se à compra e venda de carnes, mas na maioria era frangos.

RA: 10 anos depois vende essa empresa e passa da indústria cárnica para a floral, Bouquet Canada. A pergunta é porquê floral?
CG: Não foi pensado… aconteceu por “acidente”, ou seja, foi por acaso e tudo porque precisei comprar flores para um funeral. Então, fui à Palace Florist, por ser na altura a florista portuguesa mais conhecida e como era um jovem que não entendia nada de flores ou ramos para funerais, pensei que lá me pudessem ajudar… só que não. Quando pedi um arranjo para o funeral, sabendo de antemão que eram caros para mim na altura, deram-me um catálogo com fotografias e viraram-me as costas e não me ajudaram na escolha ou com informações. Eu acabei por escolher e pagar 150 dólares, mas não tinha sido bem servido e saí de lá com um “gosto amargo na boca” e isso incomoda-me, porque fiquei com a sensação que tinha sido enganado. Quando cheguei a casa, falei com a minha namorada – na altura íamos casar – sobre a ideia de abrirmos uma florista porque tinha acabado de vender a CMC Foods e tinha o objetivo de fazer algo que tivesse um grande impacto e nada que fosse pequeno, ou seja, eu não queria abrir um negócio, eu queria começar uma companhia… se é que me faço entender. Então, ela concordou e foi tirar um curso de florista na Seneca College à noite e 9 semanas depois abrimos a nossa loja muito perto da Palace Florist, na Dundas St. e Ossington Ave., à frente do LCBO na Dundas St..

RA: E a vossa loja já era uma florista?
CG: Não, era uma loja de noivas que estava a fechar e escolhi esta loja porque na minha cabeça comecei a fazer este raciocínio: as pessoas que conheciam a loja de noivas antes de fechar, iam continuar a ir lá só que, em vez de encontrarem vestidos, encontravam flores que precisariam para a decoração… esta foi uma associação, mas depois havia outra que era: como à frente estava o LCBO, as pessoas que iam comprar uma garrafa de vinho para oferecer, se calhar também comprariam um ramo de flores para oferecer juntamente. Agora, o que eu não estava à espera, e que ninguém podia adivinhar, era que em 2000 se ia dar uma revolução na indústria, ou seja, as pessoas deixaram de ir presencialmente às lojas escolher as flores para fazer encomendas por telefone e depois passou rapidamente para encomendas online. O que era conhecido por “florista local” ou “se queres flores, vai à “minha” florista”, deixou de ser e passou para “vou procurar online”. Quando entrei neste negócio as pessoas iam à loja, logo a localidade da mesma era importante, mas em 2 a 3 anos isso mudou e passou a ser irrelevante. Chegou ao ponto em que tinha uma loja onde ninguém entrava e para aguentar as contas começámos a vender também quadros e adornos decorativos.

RA: Foi uma transição fácil?
CG: Não! Apesar de ser “vendas”, os negócios eram completamente diferentes! Enquanto que a carne era e é um bem essencial, as flores não o eram e nem o são… as pessoas só compravam flores, em média, 3 a 4 vezes por ano e isto naquela altura, porque hoje a média é de 0,75% por ano, ou seja, nem uma vez.

RA: Mas, o crescimento da empresa foi relativamente rápido…
CG: Demorou 12 anos…

RA: … contudo, nos primeiros 6 anos passaram de uma loja com 2 funcionários para seis lojas espalhadas pelo Canadá, empregando 97 pessoas. Esperava este sucesso?
CG: Foi rápido, mas eu não sabia o que estava a fazer. Não tive a educação (escolar) nesta área, contudo o sucesso foi devido à falta de conhecimento, pois se tivesse conhecimento, trabalhado antes no ramo ou se os meus pais tivessem uma florista eu nunca teria tomado as decisões que tomei porque ia fazer o que me tinham ensinado. Quando abri a loja, na indústria falava-se, por exemplo, para irmos para a esquerda e todos iam, mas eu ia para a direita e todos diziam que eu não estava bem e quando apareceu a internet foi o mesmo, também disseram que eu estava maluco por estar a gastar dinheiro na internet. Em 2001 fomos os primeiros a ter um e-commerce website.

RA: Então o sucesso deve-se às vendas online?
CG: Sem dúvida, porém não só porque apareceu a internet, mas também porque ninguém estava a fazer o que nós estávamos a fazer. Enquanto os outros estavam a gastar dinheiro nas Páginas Amarelas, eu estava a gastar no website. Depois, quando já tinha o website ninguém sabia da sua existência, pois nesse tempo ainda não existia o Google, então tive que pensar numa maneira de o divulgar.

RA: Acreditou logo no potencial da internet?
CG: Não foi isso… eu só não queria ser como os outros.

RA: Resumindo, investiu na tecnologia sem saber como divulgar ou que ia ser o seu sucesso, é isso?
CG: É exatamente isso. E quem é que já vendia online nesse tempo? Só companhias americanas, como a FTD Flowers, Waterblue Flowers e outras grandes companhias que tinham a capacidade de fazer publicidade na nossa zona. Eles fisicamente estavam nos Estados Unidos, mas aceitavam encomendas do Canadá e depois procuravam uma florista da área, a quem faziam a encomenda e pagavam. Quando eu vi isto, telefonei-lhes a dizer que sabia que eles não tinham lojas cá e eles confirmaram. Com isto propus-me a estar aberto os 7 dias da semana se me fizessem as encomendas. Claro que eles já tinham outras floristas, mas, por exemplo, no Dia dos Namorados as floristas que trabalhavam com eles para além das encomendas dos seus clientes tinham mais destas companhias americanas, contudo não podiam aceitar todas, enquanto isso eu não estava sobrecarregado de encomendas. Eles começaram a mandar essas encomendas para mim e eu aceitava tudo. Com o passar do tempo, de 10 encomendas por mês, comecei a receber 20, depois 30 e passei a ser a florista preferida destas companhias americanas em Toronto. Tenho que ressalvar que eram encomendas desconto, ou seja, eles faziam-me uma encomenda de 100 dólares, mas eu só recebia 80 e os 20 dólares era para eles. Parece que eu estava a perder dinheiro, mas eu não tinha gastos de marketing e se fizesse publicidade eu teria que gastar dinheiro, então para a minha contabilidade considerei esses 20% despesas de marketing.
Depois, deparei-me com o facto de que os clientes eram daquelas companhias, mas era eu que fazia as entregas. Suponhamos que um cliente de Chicago (Estados Unidos) fazia uma encomenda a uma daquelas companhias, quando entregava as flores também ia um postal de agradecimento que eu fiz… ou seja, de um lado do postal a pessoa agradecia as flores à pessoa que as enviou e do outro lado dizia para que na próxima encomenda usar a florista que fez a entrega e valia um desconto na próxima encomenda. Resumindo, para além das encomendas das tais companhias, comecei a ter também encomendas diretamente dos clientes deles que começaram a usar o desconto dos postais… e passaram assim a ser meus clientes também! Sem gastar dinheiro as minhas vendas diretas aumentaram e o meu website começou a ser conhecido a partir dai. Nos primeiros anos as pessoas iam ao website e escolhiam o que queriam, mas depois telefonavam para fazer a encomenda… era e-commerce e não era, porque eles pagavam com o cartão de crédito por telefone. Até 2005/2006 ainda não era verdadeiramente e-commerce, mas “tele” e-commerce porque as pessoas ainda tinham muito medo que a informação do cartão fosse “roubada” na internet e mesmo por telefone havia ainda alguma resistência em darem os números do cartão.

RA: No fundo, acabaram por ser pioneiros…
CG: … nesta indústria, pode-se dizer que sim.

RA: E como está atualmente este ramo? Ainda se dá flores, em gesto de agradecimento, amor, amizade, etc.?
CG: Desde que começámos até hoje, houve uma mudança estrondosa! A mudança deve-se a alguns fatores e um deles é muito comum… o que era bom para os pais, não é bom para os filhos. Por exemplo, no Dia dos Namorados só pela escolha das flores sabemos a faixa etária do cliente… cliente com 40 anos ou mais recebe o típico bouquet de rosas e cliente com menos de 40 anos recebe um bouquet misto (diferentes flores e colorido) a que dão o nome “deconstructed bouquet”, por norma é um ramo de flores que mais parece que foi apanhado no campo e sem jeito. Outro fator é que quando começaram as vendas online, não havia muitos produtos que pudessem ser comprados e enviados como presente… tínhamos livros, flores e pouco mais, hoje em dia quase tudo pode ser comprado como presente e ser enviado, quando antes eram só as flores. Também há o fator idade. Os jovens preferem coisas práticas e a que possam dar uso e se, hoje, encomendaram flores de uma florista online, não quer dizer que na próxima encomenda vão usar a mesma.

RA: Entretanto surge a Dolce Chocolate. Como aparece esta oportunidade?
CG: Nós já eramos clientes da Dolce Chocolate, por causa do negócio das flores, e eu conhecia bem o dono. O antigo proprietário queria se reformar e apesar de ter uma lista de clientes e produtos bons, não tinha aquela visão de crescer. Em março de 2017 telefonou-me e nós comprámos a chocolataria. A Dolce Chocolate, neste momento, ainda não vende ao público, ou seja, nós vendemos por encomendas grandes… menos clientes, mas em maiores quantidades.

 

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RA: Mas porquê comprar a Dolce Chocolate?
CG: A ideia foi: em vez de comprarmos chocolates para depois vendermos com as flores, passávamos a vender os nossos com as flores.

RA: E que tipo de chocolate usam?
CG: Os nossos produtos são feitos com chocolate belga e com as nossas próprias receitas. Nós somos também o distribuidor exclusivo no Canadá desta companhia belga de chocolate.

RA: Quantas variedades têm disponíveis?
CG: Nós temos 30 variedades.

RA: A Dolce Chocolate poderá a vir ter uma loja aberta ao público?
CG: Sim, brevemente. Vamos abrir no dia 15 de março, no Brookfield Place junto ao Hockey Hall of Fame na Bay St. e Front St.. Nós fizemos um acordo com a Brookfield Place e vamos abrir a primeira Dolce Chocolate Co., ou seja, vão ser 2 companhias: uma vai continuar a vender como a até agora e a outra vai vender ao público. Ficámos com a loja que era da Lindt e isso para nós é bom, porque o espaço já é conhecido por ser uma loja de chocolates. Agora, nós não vamos só vender produtos da Dolce Chocolate, também vamos vender produtos da Beatrice Street, Michael & Adams, e Tina´s, que são marcas da “nossa casa”.

RA: E depois também se pode fazer encomendas online?
CG: Sim.

RA: Os chocolates têm “espaço” numa era em que se fala muito em fitness e saúde?
CG: Como os nossos chocolates são de alta qualidade e não são chocolates que se compram em bombas de gasolina ou lojas de conveniência. Os nossos chocolates são para ser apreciados e presenteados. Portanto, não podemos comparar. Mas, sim… os nossos têm.

RA: Entretanto também é cofundador da InDigital Group, que se dedica, como o próprio nome diz, ao mundo digital. Fale-nos um pouco desta empresa.
CG: Nós criámos a InDigital em setembro de 2017 por duas razões: a Bouquet Canada e a Dolce Chocolate. O mercado das flores e do chocolate são completamente diferentes e o marketing que antes era fácil de se fazer, agora já não o é. Nós somos forçados a reinventar e descobrir novas formas de fazer marketing, porque o mundo digital e das tecnologias está em constante mudança… quase todos os dias aparece uma coisa nova. Eu pensei em contratar alguém para fazer um marketing diferente, mas ao mesmo tempo não queria ter mais uma despesa, então usei a mesma linha de pensamento quando decidimos comprar a Dolce Chocolate. Se com o abrir da loja de flores acumulei 20 anos de experiência em marketing digital, só faria sentido começar uma empresa digital.

RA: O Cesário tem sido um homem muito versátil e atento às oportunidades, tanto que, e recapitulando, começou na indústria cárnica e passou para o floral e simultaneamente entra na indústria da chocolataria e das tecnologias … e, como o que é doce não amarga, em plena pandemia, dia 1 de julho de 2020, mais precisamente, inaugura a Sweetie Pie.
CG: Mais uma vez, foi uma casualidade afortunada. Acho que foi em abril de 2020 que estava a ir para os meus pais, quando vi que a pastelaria da esquina da rua deles tinha uma placa de “Vende-se” e fiquei curioso, o “porquê” de estar à venda. Pedi ao meu “agente” para tentar saber o que se estava a passar e depois de saber, fiz uma proposta e comprei. Eu já tinha o nome “Swettie Pie” e o domínio, mesmo antes de comprar a pastelaria, como tenho outros 400 nomes/domínios – “.com” e “url” – o problema era o que ia vender, porque não queria ser mais uma pastelaria tradicional. Depois de fazer uma pesquisa, descobri que não havia uma que fosse só de tartes, especializada em tartes.

 

 

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RA: Que tipo de “pastelaria” é? Que produtos é que se podem encontrar na Sweetie Pie?
CG: Nós somos uma rede de pastelaria que vende maioritariamente de tartes: de frutas (cereja, maçã, mirtilo, morango, limão, pêssego, etc.), de chocolate-bourbon com noz-pecã, abobora, noz-pecã, etc., de carnes (frango, vitela, porco, etc.) e também temos biscoitos, brownies, gelados, cafés e ainda uma seleção dos nossos produtos da Beatrice Street, Michael & Adams e Tina´s.

RA: É tudo fabrico próprio?
CG: Sim, e é com receitas nossas, menos os gelados.

RA: Qual é a tarte mais requisitada?
CG: É a tarde de maçã com canela.

RA: Iniciaram como uma loja e em pouco mais de ano e meio, já têm 6 lojas na GTA. Este crescimento é extraordinário. Qual é o segredo das tartes e dos vossos produtos?
CG: Penso que seja o facto de ser tudo feito ainda de forma tradicional (à mão) e os nossos ingredientes.

RA: E onde é que podemos encontrar as pastelarias?
CG: Estamos na 301 Evans Ave., Etobicoke, na 190 Main St. (Unionville), Markham e em Toronto na 654 Queen St. West, 326 Harbord St., na 563 Danforth Ave. e 6 Case Goods Lane, (Distillery) Toronto.

RA: Com este sucesso, ponderam abrir mais pastelarias?
CG: Sim, de hoje até agosto já estão planeadas e vamos abrir mais 4 e pra 2023 mais uma.

RA: E a nível online, têm os mesmos produtos da pastelaria ou outra seleção de produtos?
CG: Temos todos produtos, com exceção os que não podem ser entregues, mas as encomendas online podem ser para entrega ou para buscar na loja.

 

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RA: A pergunta que não se quer calar… com estas empresas de sucesso, ainda consegue ter uma vida de lazer?
CG: 100%! Na maioria dos dias, por volta das 17horas já estou em casa, mas o meu dia começa todos os dias às 5h30m da manhã. No tempo que o meu filho mais velho era pequenino – dos 4 aos 16 anos -, nunca falhei a um treino de futebol ou jogo, porque eu geri sempre o meu tempo e continuo a gerir. Então, sim tenho tempo para mim e para a minha família. Contudo, sinto-me feliz quando penso em futuros projetos ou trabalho nos meus tempos livres, porque gosto do que faço.

RA: Gostaria de o convidar a deixar uma mensagem…
CG: Gostaria de desejar a todos um feliz Dia da Família e convidar-vos a passar numa das nossas pastelarias e provar o que temos para lhes oferecer. Tenho a certeza que se vão surpreender pela positiva e gostar. Não somos uma pastelaria portuguesa, mas fizemos recentemente uma parceria com a padaria e pastelaria Caldense, e muito em breve vamos ter as famosas natas. Portanto, ficamos à sua espera para provar uma sweetie pie!

 

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