Afonso Cruz: O Vício dos Livros
Autor Português

Afonso Cruz: O Vício dos Livros

revista amar - Afonso Cruz O Vício dos Livros
Créditos: Direitos Reservados

 

Afonso Cruz e “O Vício dos Livros”. O vício – hábito inveterado, arraigado, radicado profundamente. A intimidade perfeita para quem não consegue viver sem livros, ou para quem queira voar sem sair do lugar.

Depois de “Flores” (Prémio Fernando Namora 2016), “A Boneca de Kokoschka” (Prémio Camilo Castelo Branco), “Os livros que devoraram o meu pai” (Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2009), entre outros títulos marcados pela indomável distinção, o multipremiado autor e também ilustrador, cineasta e músico da banda The Soaked Lamb, regressa à faina literária com uma obra que aproxima um encadeamento de relatos históricos, reflexões e memórias pessoais. O ponto onde dois rios se juntam num só – o amor aos livros, histórias que tocam o imediato e onde Afonso Cruz conversa com obras várias, escritores e leitores. A beleza das palavras e a fervida criatividade. A literatura de excelência a servir de epígrafe, que brota debaixo da terra, caminhada com intensa genialidade.

 

Escrivaninha de livros

 

revista amar - Afonso Cruz O Vício dos Livros
Créditos: Direitos Reservados

 

“Contar para, mais do que viver séculos, morrer feliz”

 

“A minha avó, já demasiado cansada, tinha quase cem anos, dizia que Deus se esquecera dela e que já cá não estava a fazer nada, mas ficava particularmente feliz quando, sentada na sala ou à mesa da cozinha, contava as suas histórias, partilhava as suas memórias. Pelo sentimento de plenitude de as ter vivido e de as poder contar, havia nela uma pacificação em relação à morte” – Afonso Cruz, in “O Vício dos Livros”

 

“A primeira vez que conheci um esquifobético (a neve desaparece, mas o original não desoriginaliza)”

 

“Há leitores que anotam os livros, que sublinham, que arrancam páginas, que os enrolam como se fossem revistas, há leitores que dobram os cantos (como eu, mas esse é o gesto mais violento que imponho a um livro. Escrever nas margens, por exemplo, parece-me uma espécie de tatuagem de que me envergonharei no futuro, quando voltar – ou se voltar – a encontrar-me com ele).” – Afonso Cruz, in “O Vício dos Livros”

André Marques

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