Gira-discos: O regresso da caixa que dá música
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Gira-discos: O regresso da caixa que dá música

revista amar - gira discos

 

O gira-discos voltou a ganhar vida para ser uma experiência sonora distinta. Os novos produtos procuram incorporar tecnologia recente no sistema analógico. Porém, há características a ter em conta para fazer a compra certa.

Gira o vinil, baixa a agulha, começa a música. O digital retirou o ato físico da experiência musical, mas são muitos e muitas os que procuram agora reavivar memórias. Apesar da procura crescente por vinis – o mercado aponta para um crescimento de vendas na ordem dos 6% de 2020 para 2021 – Jorge Falcão lembra que, atualmente, este é um “produto de nicho, muito diferente do que foi nos anos 1980”.

Cocriador e sócio da Grama Pressing, única fábrica de vinis atualmente em funcionamento em Portugal, diz que “quem compra um disco de vinil procura uma experiência diferente da que tem numa plataforma digital”. Sentar na sala e ouvir música a partir do gira-discos é um momento especial.

“O acesso facilitado tem ajudado ao crescimento da procura”, sentencia. O facto de haver diversos fabricantes na Europa leva a que exista uma oferta variada, tanto em lojas de eletrónica mais tradicionais como em lojas especializadas – “além, claro, do e-commerce”. “Hoje, pode-se, sem dificuldade, ir a um shopping comprar um gira-discos de boa qualidade.”

 

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Os antigos e os novos

Mas aparelhos de agora são os mesmos de antigamente? Jorge Falcão explica que pouco mudou neste campo, nos últimos 40 anos. “Um gira-discos SL-1200MK2 da Technics, lançado em 1979, provavelmente é melhor do que alguns gira-discos ‘modernos’.” Mas os fabricantes continuam a desenvolver os novos produtos, “com novos materiais e incorporando novas tecnologias como porta USB e conexão Bluetooth, trazendo alguma facilidade para ouvintes menos exigentes”.

Na hora da compra, o responsável da Grama Pressing acredita que “para o ouvinte ocasional o importante é observar se o gira-discos já tem pré-amplificador integrado, que possibilitaria ligar diretamente qualquer amplificador com entrada auxiliar”.

Depois, também é relevante averiguar se é um equipamento automático, que, ao término, o braço retorna imediatamente para a posição de repouso, ou manual, onde existe a necessidade de levar o braço do gira-discos de volta à região de descanso. São pormenores de gosto, mas detalhes a que o perito destaca ser necessário estar atento, para que se faça a compra que fornece a melhor experiência pessoal possível.

O especialista deixa ainda uma última dica: “Deve ter-se em atenção alguns modelos portáteis, pela baixa qualidade sonora e pela má qualidade da agulha, que pode eventualmente danificar o disco.”

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