Bacalhôa Buddha Eden: O maior jardim oriental da Europa
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Bacalhôa Buddha Eden: O maior jardim oriental da Europa

O Bacalhôa Buddha Eden é atualmente o maior jardim oriental da Europa. Propriedade da Bacalhôa Vinhos de Portugal – uma das maiores empresas vinícolas nacionais – desenvolveu ao longo dos anos, uma vasta gama de vinhos, conferindo-lhe uma sólida reputação perante o consumidor nacional e internacional.

A Bacalhôa Vinhos de Portugal encontra-se presente em 7 regiões vitícolas, com o total de 1200 hectares de vinhas, distribuídos em 40 quintas, 40 tipos de castas diferentes e 4 centros vínicos (adegas) de Norte a Sul de Portugal.
Segundo a empresa, a produção própria atinge os 90%. Atualmente é a empresa com maior área de vinha plantada no país, produzindo cerca de 20 milhões de litros de vinho por ano, dos quais 50% são exportados para cerca de 60 países diferentes.

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Créditos © Surfergirlonthemove.com

 

Fundada em 1922, sob a designação João Pires & Filhos, a Bacalhôa Vinhos de Portugal realizou um longo percurso, afirmando-se como um dos mais inovadores produtores de vinhos nacional.

Nos anos 60, a empresa João Pires & Filhos foi vendida à família Avillez, que apostou em toda a mecanização do processo. O crescimento da empresa, acompanhou-se também pelo início da produção de outros tipos de vinhos, como os: brancos, moscatel de setúbal e espumantes.

Passando a designar-se como JP Vinhos em 1998, o Comendador José Berardo torna-se o principal acionista, consolidando a missão da empresa, investindo no plantio de novas vinhas, na modernização das adegas, mas também na aquisição de novas propriedades, nomeadamente a Quinta do Carmo, em Estremoz, Alentejo.

No ano 2000, é adquirido o Palácio e Quinta da Bacalhôa – Monumento Nacional de Portugal – onde se produzem as uvas do famoso vinho tinto Quinta da Bacalhôa. É a partir deste ano, que surge o Palácio da Bacalhôa Tinto, produzido apenas em anos excecionais.

Finalmente em 2007, a empresa passou a ser designada como Bacalhôa Vinhos de Portugal S.A., adquirindo as Caves Aliança S.A., um dos produtores mais prestigiados nas categorias de espumantes, aguardentes e vinhos.
O contínuo crescimento, permitiu que o Bacalhôa Vinhos de Portugal, se tornasse num dos maiores grupos vitivinícolas por terras lusas.

Por essa razão, este é o primeiro de vários artigos, que celebra o rico e eclético património do Bacalhôa Vinhos de Portugal, e centra-se naquele que é um dos mais mediáticos jardins da Europa – o Bacalhôa Buddha Eden.
A sua fundação distingue-se fundamentalmente como protesto à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, no Afeganistão, em 2001 – considerado como um dos maiores atos de barbárie cultural.

O parque, com cerca de 40 hectares, reserva-se a jardins com lagos, peixes, patos, tartarugas, plantas exóticas e espécies arbóreas. Mas também encontramos enormes estátuas e várias obras de arte, dos mais diversos tamanhos e materiais. No parque estão representados, entre outros, os artistas: Joana Vasconcelos, Alexander Calder ou Fernando Botero. E podemos apreciar as cerca de 200 esculturas, sob a sombra de palmeiras vigilantes.
O Bacalhôa Buddha Eden, conhecido também como jardim da paz, transfere ao visitante, grande tranquilidade e beleza, quer pela dimensão natural, quer pela dimensão artística.

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Situado no Bombarral e a cerca de 70 quilómetros de Lisboa, lado a lado com vinhedos, a sua génese assenta na necessidade em transmitir e dar a conhecer as várias religiões, num princípio de igualdade e respeito.
Este espaço maravilhoso, é em suma, uma galeria em espaço aberto, no qual as obras são frequentemente substituídas.

Pelo jardim, encontramos os icónicos pagodes e os cerca de 700 soldados de terracota pintados à mão, atualmente na cor azul. Consta que alguns deles ainda se encontram enterrados, tal como acontecia há 2.200 anos.
Este conjunto ambiental e artístico, convida a inúmeras paragens, quer para contemplação, quer para admiração do momento presente – pressuposto no qual se centra a meditação.

Além das figuras budistas, deparamo-nos com um outro espaço onde podem admirar-se esculturas africanas realizadas pelo povo Shona, do Zimbabué, com mais de mil anos. Este povo acreditava, que cada pedra possuía um espírito de influência no tipo de escultura em que se transformaria determinada pedra.

Para a construção do parque, estima-se terem sido utilizados cerca de 6 mil toneladas de pedra mármore e granito.
Na imponente escadaria central, encontramos os vários e tão conhecidos Budas dourados, que parecem interagir com o visitante. O pormenor interessante, é que as estátuas são construídas em terracota ou em pedra portuguesa, apesar de esculpidas na China.

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Créditos © Amélie Bonsart

 

Ao longo do passeio, é frequente encontrar jardineiros ou tratores em andamento, pois é prática comum a constante manutenção e monitorização.

A grandiosidade do espaço, deve-se à sua constante descoberta. Quer pelos diversos percursos, plenos de cantos e recantos ou pela constante mudança, o passeio proporcionado, é sempre distinto. Será desejável reservar umas boas horas para o apreciar.

Quanto a recursos, o parque tem um pequeno comboio (pago), que ladeia os principais percursos, um restaurante/cafetaria, e também uma loja, onde é possível fazer prova de vinhos com marcação prévia.


Informações úteis sobre o Bacalhôa Buddha Eden

  • No jardim não é permitido fazer piqueniques, mas existe um parque de merendas próximo, no Santuário do Bom Jesus do Carvalhal.
  • Este ano, os ingressos continuam gratuitos para idades até aos 12 anos, e a partir dessa idade, o custo por bilhete são 5,00 euros. O bilhete para visitar o jardim de comboio é opcional, e são 4.00 euros por pessoa.
  • O horário de visita é das 9.00h às 18.00h diariamente, mas os portões de entrada e restaurante encerram às 17.30h. Os dias de encerramento circunscrevem-se aos dias 25 de dezembro e 1 de janeiro.
  • Para mais informações visitar o seu website www.bacalhoa.com

Amélie Bonsart

 

 

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